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Diário de Bordo – Chile - 12º, 13º, 14º & 15º dias



O tempo estava frio, o sol se punha devagar e nos seguíamos por uma estrada de terra molhada, as vezes um lamaçal, que contornava ou traspunha montanhas e vulcões cobertos por grossas e brancas camadas de neve que acabavam refletindo a luz rosa do por do sol. Uma estrada sem muito movimento, tranquila.



 


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 Anoitece.


Um frio forte soma-se a um vento mais forte ainda, o que dificulta ficar muito tempo fora do carro. As vezes avistávamos estradas secundarias e vilarejos cobertos por neve e nos perguntávamos como poderia algo como aquilo, como poderiam eles viverem aqui, no meio das montanhas, com toda essa neve? Passávamos possas d’agua que respinhavam gotas no vidro e logo congelavam, impossibilitando a visualização da estrada. Chegamos em atoleiro gigantesco onde existiam parados, muitos ônibus e caminhões com receio de passar. Paramos e os orientamos, até que nossa passagem fosse possível. Mais a frente, passamos uma parte critica do atoleiro onde quase atolamos, mas um por um, os motoristas e seus respectivos veículos passaram, embora todos ficassem muito preocupados com o Niva que além de ser o veiculo mais baixo dos 4, estava com um problema no motor que diminuíra sua força. Em uma cena memorável o Niva passa com a maior facilidade, dando inveja a qualquer 4x4 por ai!

Seguimos mais alguns quilômetros e começamos a descer as montanhas, até chegar em um plano desértico e avistar pontos luminosos... Muitos pontos luminosos. Havíamos chagados a Callama!


Paramos em um hotel simples e barato, o hotel Quitor. Com uma vista maravilhosa de uma briga de cachorros em cima de um mendigo.
Passamos 2 dias em Callama, comprando, arrumando os carros e descansando.

De Callama fomos a São Pedro de Atacama afim de ver os “gêiseres”. Infelizmente o caminho para chegar até eles estava fechado por quase 3m de neve, o que não atrapalhou nossa estadis em São Pedro, já que existem outros atrativos em volta da cidadezinha, como o “Vale de la Luna”, um gigantesco parque com estruturas rochosas, segundo o geólogo, esculpidas por agua, areia e tempo.









 

 



 De São Pedro fomos a Iquique, uma zona franca a beira do oceano pacifico. Foi bom descer aos 0m de novo, nenhum de nos teve qualquer tipo de problema por conta disso. Realmente o pacifico é muito bonito, mas poucos se arriscaram a banhar-se em suas águas geladas.
















Ao chegar no hostal descobrimos que nos próximos 3 dias haveria uma festa/feriado católico e nada abriria.



Então, após uma noite de muita tequila e vídeos de nós correndo para o lado contrario da placa de tsunami, nos dirigimos a cidade de Arica.


Como em Arica não havia muita coisa para se fazer, adentramos em mais uma noite de extrema bebedeira, restaurantes “malasombrados”(mais tarde descobrimos que era um inferninho vazio), casinos e Policia. Saímos quase 11h da Arica, rumo a Puno no Peru.

1 comentários »

  • Yara Valente said:  

    "Então, após uma noite de muita tequila e vídeos de nós correndo para o lado contrario da placa de tsunami, nos dirigimos a cidade de Arica.


    Como em Arica não havia muita coisa para se fazer, adentramos em mais uma noite de extrema bebedeira, restaurantes “malasombrados”(mais tarde descobrimos que era um inferninho vazio), casinos e Policia. Saímos quase 11h da Arica, rumo a Puno no Peru."

    DINOVO amiguinhoo??? kkkkkkk... isso soh da merda heheheheh...

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